- Voltando um pouco ao passado da igreja, precisamente em seu começo, podemos ver uma organização um "pouco" diferente de hoje. Este foi um pequeno parágrafo da conversa que tivemos ontem na casa do irmão Paulo Silva onde fomos estudar as escrituras. Por sua vez Paulo Moral foi quem nos liderou este precioso ensino. Daí quero falar algo rápido que eu aprendi, e relevante!
Por estarmos reunidos em um pequeno grupo e lendo a carta de Paulo aos Gálatas, foi oportuno lembrar de como eram feitas as reuniões da igreja do primeiro século D/C. Naquele tempo, para enviar uma carta a outra cidade era preciso percorrer a pé muitos quilômetros, 50, 100, 500, 1000, até mais se pensarmos que uma epístola ficaria circulando a Igreja-em-casas de uma região... imagine, milhares de quilômetros durante meses e até anos para que uma palavra, mensagem, ou uma diretriz fosse difundido e espalhado pela sociedade. Conseguiu visualizar o lento desenvolvimento das comunicações? Pois então, é com este panorama comunicacional que as cartas dos discípulos viajavam e eram entregues às igrejas, fora que para que cada congregação pudesse lê-las, seria preciso entrar na fila.
Agora, se cuidadosamente, carinhosamente e valorizadamente deveriam ser tratadas estas importantes cartas, imaginem mesmo como eram tratada a presença pessoal dos seus autores às cidades? Paulo, Pedro, Thiago, João, e outros que nem mesmo foram compilados na bíblia?Imagino que com muito respeito, e com uma ordem de submissão nas quais não observamos hoje em dia.
Se Paulo o 'apóstolo', 'profeta', 'evangelista', 'mestre', chegasse em uma de nossas cidades hoje em dia, qual seria a sua posição de importância diante da liderança da igreja? Deveria ser aquele que cobrisse toda a autoridade sobre a igreja local? Chegaria mandando, ensinando, estipulando? Não, de forma alguma. Ao chegar em uma cidade, um dos apóstolos estaria imediatamente debaixo da autoridade de um dos 'presbíteros', que no grego "πρεσβύτερος" (presbiterós) quer dizer nada mais nada menos que 'supervisor', que geralmente era um ancião. Que por sua vez, era aquele que cuidava do corpo local, sendo nada menos que um 'pastor'. Este sim tinha autoridade por ser aquele quem ministrava constantemente a congregação local.
Mas o que observar então? A ordem dos fatores! Que todas as funções exercidas por Paulo, como 'apóstolo', 'profeta', 'evangelista', 'mestre' não seriam maior do que à função daquele quem exercia de 'pastoreado' local. Que seria o 'presbítero' supervisor/ancião, ou o mais experiente, que naturalmente era quem cuidava de toda a galera da área.
Bem, este simples post é só para esclarecer um 'pequeno grande' engano que rola em nossa igreja atualmente, uma bizarra forma de 'status' dada pela nomenclatura ministerial que os líderes tomaram para definir sua própria importância diante do corpo. Como se fosse fácil atribuir sua função ministerial apenas por um 'nome' e não pelo 'trabalho' exercido. Como mesmo é descrito na Bíblia, o certo é Paulo o 'apóstolo' e não o 'Apóstolo' Paulo.
Vale a pena lembrar que os irmãos do primeiro século D/C trabalhavam em um outro ritmo de humildade, perseverança e fé. E que submissão para eles não era uma questão de status, mas sim de amor.
Confira também o
blog do Paulo Moral
http://paulomoral.wordpress.com/
Vitória Jovem – Fevereiro de 2012 – Vitória/ES
2 dias atrás



é isso ai! =)
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